29.4.07

O que sabemos sobre INTELIGÊNCIA ?

Estimulado pelo conteúdo de artigo enviado por um amigo (item 2 abaixo), resolvi pesquisar o assunto e seu tema central, a INTELIGÊNCIA HUMANA. E compartilhar com vocês, é claro ... (sem vocês o que seria de mim ...)

1. Encontrei 2 referências-mãe sobre Inteligência : uma popular, e uma acadêmica.

A) Wikipedia : http://en.wikipedia.org/wiki/Intelligence
O texto contem um resumo atualizado do que se conhece (e não se conhece) sobre o assunto, com os principais pesquisadores, obras e links para uma grande variedade de temas correlatos.
Sugiro ler e navegar
Pareceu-me importante :
Obra de Robert Sternberg (já teve vínculo com a IBM)
http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Sternberg
http://en.wikipedia.org/wiki/Triarchic_theory_of_intelligence
Sternberg associated the componential subtheory with analytical giftedness
Intellectual Giftedness
http://en.wikipedia.org/wiki/Giftedness
Gifted children often develop asynchronously; their minds are often ahead of their physical growth, and specific cognitive and emotional functions are often at different stages of development. One frequently cited example of asynchronicity in early cognitive development is Albert Einstein, who did not speak until the age of three, but whose later fluency and accomplishments belied this initial delay.
Generally, gifted individuals learn more quickly, deeply, and broadly than their peers. Gifted children may learn to read early and operate at the same level as normal children who are significantly older.
Some gifted individuals experience heightened sensory awareness and may seem overly sensitive to sight, sound, smell and touch.(...) These conditions may appear to be similar to symptoms of hyperactivity, bipolar disorder, autism-spectrum conditions, and other psychological disorders.
B) Indiana University : http://www.indiana.edu/~intell/
Inclui biografias de pessoas que influenciaram o desenvolvimento da teoria e testes de inteligência, e artigos detalhados sobre as atuais controvérsias relacionadas à inteligência humana.
Sugiro ler e navegar
Pareceu-me importante :
History of Influences :
Interactive : http://www.indiana.edu/~intell/map.shtml
PDF : http://www.indiana.edu/~intell/intelmap.pdf
Current Efforts : R.Sternberg, H.Gardner, L.Kamin, R.Cattel, A.Jensen
Current Controversies : http://www.indiana.edu/~intell/hotTopics.shtml


2. Artigo : "Jewish Genius" do Charles Murray (Commentary Magazine, April 2007)
Online : http://www.commentarymagazine.com/cm/main/viewArticle.aip?id=10855&page=all
PDF : http://www.commentarymagazine.com/cm/10855.pdf?handle=com.commentarymagazine.content.Article::10855
Autor : http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Murray_%28author%29#column-one#column-one
Charles Murray é um dos autores do polêmico "The Bell Curve"
Referências a "Jewish Genius" no Google : 27.600 docs
Não percebi consenso à tese do Charles Murray, nem entre os judeus.


Saudações,
Alvan Figueiredo





Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

28.5.06

Os termos do conhecimento tácito

Tomando emprestados termos da anatomia, Polanyi postula que o conhecimento tem duas componentes, ou termos: proximal (subsidiário) e distal (focal). A relação entre eles é funcional.

Para ver como operam no modo como reconhecemos um rosto, confiando em diversas características (cor dos olhos, formato do nariz etc.). No entanto, o que queremos perceber (distal), o que focalizamos é o rosto, e não as características, percebidas de modo subsidiário (proximal). O mesmo se pode dizer das pinceladas (proximal) que constroem um quadro (focal).

Além de funcional, a relação entre os dois termos é semântica, uma vez que o distal é que confere significado ao proximal. Dessa forma, podemos dizer que a percepção é sempre significativa.

O que é integrado num ato perceptivo são certos particulares que fazem sentido inteligente numa forma ou padrão abrangente, sendo assim também significantes por serem importantes para uma inteligência. Assim, o significado não é uma mera equilibração de forças que possa ocorrer numa máquina. É algo que pode ser captado, ou criado, ou visto por uma mente. Polanyi também denomina esse conhecimento de-para, uma vez que sua estrutura funcional incorpora um "de" subsidiário e um "para" (ou "em") focal.

A relação de um pormenor subsidiário para um foco é determinada pelo ato de uma pessoa que integra um ao outro. Podemos comparar a situação a uma tríade, cujos componentes são a pessoa que conhece, o foco e os pormenores subsidiários:
A relação de-para, bem como a tríade, desaparece quando o conhecedor muda seu foco de atenção para os indícios subsidiários


Extraído de SAIANI, Cláudio.O valor do conhecimento tácito:a epistemologia de Michael Polanyi na escola.
São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.
Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento Tácito
coordenado por Sérgio Lins

Sinergia - Conhecimento Tácito - Conceitos - Idéias - Sugestões - Workshop - Cursos - Projetos - Aulas - Palestras - Referências - Bibliografia - Sites - Contatos - Blogs - Comunidades - Contribuições - Questões - Casos - Exemplos - Debates - Estudos - Pesquisas - Roteiro - Diagnóstico - Temas - Aspectos - Opiniões - Acervo - Sites - Portal - Página - BLOG - Forum - Professor - Consultor - Palestrante

27.5.06

Popper - três mundos

Para expor sua epistemologia sem sujeito conhecedor, Popper postula a existência de três "mundos":

  • O mundo 1, composto dos objetos físicos e estados materiais.
  • O mundo 2, formado por estados de consciência ou estados mentais.
  • O mundo 3, formado pelos conteúdos objetivos de pensamentos científicos e poéticos, e pelas obras de arte.

O mundo 3 é "o mundo das teorias em si mesmas e de suas relações lógicas, dos argumentos em si mesmos, e das situações de problema em si mesmas".

Popper confessa que seu terceiro mundo tem muito em comum com "a teoria das Formas ou das Idéias de Platão", embora em uma obra ulterior (Eccles & Popper, 1985), preocupe-se em fazer uma distinção mais clara entre os dois "mundos".

(...)
Popper insiste em que o conhecimento científico não equivale ao conhecimento do senso comum, que envolve o sentido de "eu sei". Tal conhecimento é um objeto do segundo mundo, enquanto o "conhecimento científico pertence ao terceiro mundo, ao mundo das teorias objetivas, problemas objetivos e argumentos objetivos"


Extraído de SAIANI, Cláudio.O valor do conhecimento tácito:a epistemologia de Michael Polanyi na escola.São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.
Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácitocoordenado por Sérgio Lins

Bacon - Inimigos do método científico

  • Os ídolos da tribo, comuns a toda a espécie humana: nossa tendência a acreditar nos sentidos, a personalizar os fenômenos, a impor às nossas percepções nossos ideais e expectativas.
  • Os ídolos da caverna, nossas predisposições e tendências individuais, que podem induzir ao erro - enfim, a particular caverna de cada indivíduo.
  • Os ídolos da praça pública, que provêm das trocas efetuadas pelos homens na praça, mediadas pela linguagem. As palavras são particularmente ilusórias: por um lado, a mesma palavra pode significar coisas distintas para diferentes pessoas. Por outro, temos a tendência de confundi-las com a realidade.
  • Os ídolos do teatro, baseados nos sistemas filosóficos e nas regras falseadas de demonstração. Para Bacon, pelo fato, tais sistemas constituem "puras invenções, como as peças de teatro que se sucedem na cena e não proporcionam um retrato fiel do universo, tal como ele realmente é".

Bacon parece dizer que existe uma realidade natural, que pode ser alcançada por seu método, a menos que seja impedido pela ação humana.

Extraído de SAIANI, Cláudio.
O valor do conhecimento tácito:
a epistemologia de Michael Polanyi na escola.
São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.
Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento Tácito
coordenado por Sérgio Lins

Epistemologia - teses de Popper

Primeira tese
A epistemologia tradicional, com sua concentração no conhecimento no sentido subjetivo, é irrelevante para o estudo do conhecimento científico.
Segunda tese
O relevante para a epistemologia é o estudo de um terceiro mundo de conhecimento objetivo amplamente autônomo.
Terceira tese
Uma epistemologia objetivista pode ajudar a lançar luz sobre os processos subjetivos de pensamento dos cientistas (segundo mundo), mas o inverso não é verdadeiro.

Além dessas teses, são também apresentadas três "teses de apoio":

Primeira tese
O terceiro mundo é um produto natural do animal humano, comparável a uma teia de aranha.

Segunda tese
O terceiro mundo é amplamente autônomo, mesmo embora constantemente atuemos sobre ele e sejamos atuados por ele.
Terceira tese
É através de nossa interação com o terceiro mundo que o conhecimento objetivo cresce. Além disso, existe uma estreita analogia entre o crescimento do conhecimento e o crescimento biológico, isto é, a evolução das plantas e dos animais.


Extraído de SAIANI, Cláudio.
a epistemologia de Michael Polanyi na escola.
São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.
Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito
coordenado por Sérgio Lins

Popper e o conhecimento objetivo

No livro Conhecimento Objetivo, cuja primeira edição é de 1972, Popper escreve:

Desde Descartes, Hobbes, Locke e sua escola, que inclui não só David Hume mas também Thomas Reid, a teoria do conhecimento humano tem sido amplamente subjetivista: o conhecimento tem sido encarado como um tipo especialmente seguro de crença humana, e o conhecimento científico como um tipo especialmente seguro de conhecimento humano.

Os ensaios desse livro rompem com uma tradição que pode ser rastreada até Aristóteles - a tradição dessa teoria do conhecimento, de senso comum. Sou grande admirador do senso comum que, afirmo, é essencialmente auto-crítico. Mas, se estou disposto a sustentar a verdade essencial do realismo do senso comum, considero a teoria do senso comum do conhecimento como uma asneira subjetivista. Essa asneira tem dominado a filosofia ocidental. Tenho tentado erradicá-la e substituí-la por uma teoria objetiva do conhecimento, essencialmente conjectural. (Popper, 1999, p. 7)


Fiel e esse programa, Popper intitula um dos capítulos "Epistemologia sem um sujeito conhecedor". Nesse capítulo é estabelecida a distinção entre conhecimento subjetivo e conhecimento objetivo:


Minha tese envolve a existência de dois sentidos diferentes de conhecimentos ou de pensamento: (1) conhecimento ou pensamento no sentido subjetivo, constituído de um estado de espírito ou de consciência ou de uma disposição para reagir; e (2) conhecimento ou pensamento num sentido objetivo, constituído de problemas, teorias e argumentos como tais. Nesse sentido objetivo, o conhecimento é totalmente independente de qualquer alegação de conhecer que alguém faça; é também independente da crença ou disposição de qualquer pessoa para concordar; ou para confirmar, ou para agir. O conhecimento no sentido objetivo é conhecimento sem conhecedor; é conhecimento sem sujeito que conheça.



Extraído deSAIANI, Cláudio. O valor do conhecimento tácito:a epistemologia de Michael Polanyi na escola. São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Popper versus Bacon

Bacon parece dizer que existe uma realidade natural, que pode ser alcançada por seu método, a menos que seja impedido pela ação humana.

Conforme vimos, Popper colocou-se contra a concepção indutiva da ciência, contida no método proposto por Bacon, e que permanecia influente ainda quando do surgimento de Einstein.

Por outro lado, parece colocar todas as suas forças no combate aos ídolos, chegando ao ponto de propor uma "epistemologia sem sujeito conhecedor". Combatendo talvez contra os ídolos da caverna, via a eliminação do que chamou de "psicologismo" como necessária para a análise da atividade do cientista, que consiste apenas "em propor as teorias e em testá-las" (Popper, 1980, p.6). (...)

Popper parece também se rebelar contra os ídolos da praça, na forma da linguagem e do uso que fazemos das palavras. Taxativamente, declara que "questões do tipo 'O que é...?' são propensas a degenerar em verbalismo ­
numa discussão sobre o significado de palavras ou concei­tos, ou numa discussão de deftnições. Mas, ao contrário daquilo em que amplamente se acredita, tais definições e discussões são inúteis"


Ele ainda declara que tais questões são ligadas à idéia das essên­cias, que vê como equivocada. Pensamos que esta posição de Popper é coerente com sua atitude diante da descoberta: ele nega a importância de algo que lhe parece difícil de ser discutido - se a realidade não se adapta às regras, pior para a realidade. No entanto, a fuga à discussão sobre o significado das palavras é que pode levar ao essencialismo.

Extraído deSAIANI, Cláudio. O valor do conhecimento tácito:a epistemologia de Michael Polanyi na escola. São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Método científico segundo Popper

Popper propunha o princípio da "falseabilidade", numa visão francamente antiindutiva. Para ele, a ciência progride ao cumprir três etapas:

  • Primeira etapa: Colocação de um problema.
  • Segunda etapa: Elaboração de conjecturas, no sentido de resolver, ainda que de modo provisório, o problema em pauta.
  • Terceira etapa: Tentativas honestas de refutar aquelas conjecturas.

Popper não aceita o "experimento decisivo", que verificaria cabalmente uma teoria, mas sim aquele que fosse capaz de refutá-la. Na verdade, uma boa teoria comporta apenas corroborações provisórias, e não a comprovação definitiva. Ela deve ser passível de ser refutada, devendo mesmo prever as condições segundo as quais tal refutação ocorreria.

Num certo sentido, deve ser proibitiva, isto é, proibir alguma coisa, e ser falseada quando tal coisa se verifique. Além disso, Popper recusa a observação pura, como ponto de partida para o cientista: as observações são realizadas para comprovar ou refutar uma teoria (Popper, 1999, p. 235).

O paradigma de uma tal teoria Popper buscou na Teoria da Relatividade de Einstein, que previa experimentos (inexeqüíveis na época) que poderiam falsificá-la. Nesse sentido, não merecem ser chamadas de científicas a Psicanálise (que não permitia sua falseabilidade nem mesmo em princípio), nem o Marxismo: este, embora tivesse sido originalmente proposto por Marx com um caráter preditivo, foi sendo "salvo da falsificação pela adição de hipóteses ad hoc que o tornavam compatível com os fatos", assim degenerando num dogma pseudocientífico.

Extraído de
SAIANI, Cláudio.
O valor do conhecimento tácito:
a epistemologia de Michael Polanyi na escola. São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Método científico segundo Bacon

Para Bacon, os pensadores que o precederam não haviam ainda se ocupado corretamente da elaboração do conhecimento científico, que ele via como fundamental para dar ao homem poder sobre a natureza.

Os pensadores mais racionalistas elaboravam estruturas impressionantes, mas sem contato com a realidade externa: Bacon os compara a aranhas, a tecer suas teias.

Os mais empíricos, por sua vez, pareciam formigas a coletar dados caoticamente, mas sem saber muito bem o que fazer com eles.

Mesmo a lógica de Aristóteles parecia-lhe insatisfatória como ferramenta para a descoberta, posto que "compele ao assentimento depois do fato, mas nada revela de novo" (Magee, 1999, p. 75) . As definições não passavam de palavras, incapazes de promover o conhecimento. Para bem conhecer o mundo natural, portanto, é necessário o seguinte procedimento:

  • Primeira etapa: observação dos fatos, registro das observações e compilação de um volume considerável (o maior possível) de dados confiáveis. Bacon alerta que nessa fase não devemos impor nossas idéias sobre os fatos.
  • Segunda etapa: formular uma hipótese acerca da lei natural presente nos fenômenos observados. Com um número suficiente de dados observados, começamos a perceber padrões e conexões causais, e as leis naturais exemplificadas nas instâncias particulares. Nessa fase, devemos nos lembrar de que os exemplos negativos são tão importantes como os positivos para guiarnos às conclusões certas. Trata-se de "generalizar indutivamente para chegar às leis e às teorias".
  • Terceira etapa: testar a hipótese por meio de um experimento crítico. Se tal experimento confirmar a hipótese, estamos diante de uma lei natural, a partir da qual podemos deduzir instâncias particulares. Em outras palavras, "fazer predições acuradas" (Magee, 1999, p. 76).

Extraído de
SAIANI, Cláudio.
O valor do conhecimento tácito:
a epistemologia de Michael Polanyi na escola. São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Intuição e imaginação

Na construção e aperfeiçoamento de uma teoria - que o cientista procura sempre demonstrar, e não negar - é fundamental o papel da intuição, entendida por Polanyi como "uma certa habilidade para adivinhar, com razoável possibilidade de acerto, guiada por uma sensibilidade inata para a coerêncià".

Se a intuição enxerga possibilidades, a imaginação procura preencher as lacunas entre intenção e performance. O reconhecimento da validez do resultado final cabe, novamente, à intuição. É essa interação entre intuição e imaginação a responsável pelo processo de descoberta.

Mais especificamente, Polanyi afirma que "as conjecturas de um cientista em ação nascem da imaginação em busca da descoberta" (Polanyi, 1983, p. 79).

É importante destacar como funcionam essas duas faculdades, que Polanyi via como capacidades naturais do ser humano, operando "no contexto da atenção focal e subsidiária" (Prosch, p. 98).

  • A intuição é um processo espontâneo, fora de nosso controle consciente. É ela que "pressente os recursos ocultos para resolver um problema e lança a imaginação em seu encalço.
  • A intuição também forma nossas conjecturas e finalmente seleciona, do material mobilizado pela imaginação, as evidências relevantes, integrando-as então em soluções" (Prosch, p. 101).
  • A intuição esclarece o "paradoxo do problema" (recordando: se sabemos o que buscar, então não há problema algum; se não sabemos o que estamos procurando, então não há como saber se encontramos o que buscávamos).
Para ilustrar seu funcionamento, Polanyi utiliza uma analogia com a Mecânica, na qual falamos de energia potencial quando um corpo desliza por um plano inclinado. Da mesma forma, para ele a intuição é capaz de se guiar por um potencial de "aprofundamento da coerêncià".

Assim, é possível buscar a descoberta científica sem saber explicitamente o que procurar, já que o ponto de partida, as mudanças de rumo e o ponto de chegada, "onde finalmente devemos parar e reclamar uma descoberta" (Prosch, p. 102), são ditados pelo gradiente de aprofundamento da coerência.


Extraído de
a epistemologia de Michael Polanyi na escola. São Paulo: Coleção Ensaios Transversais, 2004.

Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

25.5.06

Knowledge Mapping

The term -Knowledge Mapping- seems to be relatively new, but it is not. We have been practising this in our everyday life, just what we are not doing is - we are not documenting it, and we are not doing it in a systematic way.
Knowledge Mapping is all about keeping a record of information and knowledge you need such as where you can get it from, who holds it, whose expertise is it, and so on. Say, you need to find something at your home or in your room, you can find it in no time because you have almost all the information/knowledge about -what is where- and -who knows what- at your home.

It is a sort of map set in your mind about your home. But, to set such a map about your organisation and organisational knowledge in your mind is almost impossible. This is where K-map becomes handy and shows details of every bit of knowledge that exists within the organisation including location, quality, and accessibility; and knowledge required to run the organisation smoothly - hence making you able to find out your required knowledge easily and efficiently.

Basic steps in creating K-maps:

Basic steps - creating K-maps for specific task

  • The outcomes of the entire process, and their contributions to the key organisational activities
  • Logical sequences of all the activities needed to achieve the goal
  • Knowledge required for each activity {gives the knowledge gap}
  • Human resource required to undertake each activity {shows if recruitment is needed}

What do we map?

The followings are the objects we map:

Explicit knowledge: subject, purpose, location, format, ownership, users, access, right

Tacit knowledge: expertise, skill, experience, location, accessibility, contact, address, relationships/networks

Tacit organisational process knowledge: the people with the internal processing knowledge

Explicit organisational process knowledge: codified organisational process knowledge

What do the knowledge maps show?
Knowledge map shows the sources, flows, constraints, and sinks of knowledge within an organisation. It is a navigational aid to both explicit information and tacit knowledge, showing the importance and the relationships between knowledge stores and the dynamics. The following list will be more illustrative in this regard:

  • Available knowledge resources
  • Knowledge clusters and communities
  • Who uses what knowledge resources
  • The paths of knowledge exchange
  • The knowledge lifecycle
  • What we know we don?t know (knowledge gap)

By Deependra Tandukar

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito
coordenado por Sérgio Lins

The role of Knowledge

The knowledge mix influences creativity output. There are many ways to look at it.

First, does in-depth knowledge of a field enhance the probability of a breakthrough or is that likely to cause blinkered vision? Another way of looking at it, can an individual with no knowledge in a field make a significant contribution to it?

There is much interesting data, for example, the most valuable creative product appears at around year ten of an individual's engagement in a domain. Also, when peer influence is reduced, novel, diverse and valuable products tend to appear sooner.

Second, how to we maximise the level of tacit knowledge? Tacit knowledge is all that cannot be easily coded (explicit knowledge) and includes experience, intuition and the like. Tacit knowledge makes up a far greater part of the knowledge base. Solutions include utilising frameworks, creating networks, collaborating, bridging and so on.



Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito
coordenado por Sérgio Lins

Go beyond the simple rote learning

Tacit knowledge is that knowledge learned over extended periods of time, through frequent exposure and reinforcement, giving us a depth of knowledge or skills on a topic or concept that is natural, yet difficult to codify into an explicit list of knowledge or skills.

Tacit skills and knowledge allow us to go beyond the simple rote learning of a topic or skill, allowing us to understand the theory or concepts behind the task. A person with strong tacit knowledge or skills is able to quickly identify and react to change, respond to emergencies, and use their knowledge to exploit new or emerging opportunities.


Extraíde de Tacit Knowledge and Internet By John Savageau

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Defeitos do Conhecimento Tácito

Porém, toda virtude tem um conjunto de defeitos recíprocos e o conheci­mento tácito tem três: pode estar errado; é difícil modificá-lo; e é difícil comu­nicá-lo.

Que os céus ajudem a organização ágil se o mercado mudar radicalmente ou se tentar transportar suas intuições para os clientes, por exemplo, da Indo­nésia. Como o conhecimento tácito não é expresso, muitas vezes não é exami­nado; pode estar errado sem que tenhamos consciência do fato.

A história da gestão da qualidade total é um exemplo de como um erro pode ser repetido indefinidamente. Durante décadas, os fabricantes norte-americanos sabiam, sem que fosse necessário dizer-lhes, que era melhor viver com alguns defeitos do que gastar a enorme quantidade de tempo e dinheiro que sua prevenção exigiria.

O conhecimento tácito tende a ser tanto localizado quanto renitente, pois não é encontrado em manuais, livros, bancos de dados ou arquivos. É oral. Ele é criado e compartilhado em torno do bebedouro. O conhecimento tácito se dissemina quando as pessoas se encontram e contam histórias, ou se elas empreenderem um esforço sistemático para descobri-lo e torná-lo explícito.

O conhecimento tácito precisa se tornar explícito; o que não foi dito precisa ser dito em voz alta; caso contrário, não pode ser examinado, aperfeiçoa­do ou compartilhado.

Extraído de THOMAS A. STEWART. Capital Intelectual. Editora Campus. Rio de Janeiro. 1998.
Sugestão de participante do Workshop Conhecimento T?cito coordenado por Sérgio Lins

Virtude do conhecimento tácito

A maior virtude do conhecimento tácito é que ele é automático, exigindo pouco ou nenhum tempo ou reflexão.

Um digitador cujo conhecimento do teclado é tácito é muito mais rápido do que o daquele que precisa 'catar milho". Nosso inebriado colega Jonas pode analisar as possibilidades e chegar à causa de um defeito no disco rígido com mais rapidez do que alguém que precisa reinventar uma dezena de rodas ao longo do caminho.

Em escala maior, uma organização que tenha uma 'intuição' não-expressa e possivelmente inexpressiva quanto ao mercado, poderá servi-lo com agilidade e, aparentemente, sem esforço. Se estiver avaliando idéias de novos produtos, por exemplo, precisará investir pouco tempo e dinheiro em pesquisa de mercado e terá poucos argumentos internos, pois todos sabem instintivamente o que o cliente deseja e como se mobilizar para gerá-lo.

Extraído de THOMAS A. STEWART. Capital Intelectual. Editora Campus. Rio de Janeiro. 1998.
Sugestão de participante do Workshop
Conhecimento T?cito coordenado por Sérgio Lins

24.5.06

Tácito versus explícito

O conhecimento tácito é construído pela experiência "aqui e agora" de maneira prática, cujo compartilhamento entre os indivíduos implica em um processo análogo. O conhecimento explícito é criado sequencialmente, resgata acontecimentos passados ou objetos "lá e então" e é orientado para uma teoria independente do contexto (Bateson, 1973).

As características do conhecimento tácito e do conhecimento explícito demonstram a natureza tendenciosa para os processos de subjetividade e objetividade, respectivamente. Contudo, uma análise mais detalhada permite a definição de que, muitas vezes, o processo de objetividade atua como embasamento intermediário na prática de elaboração da subjetividade e essa deverá ancorar a objetividade da construção teórica, justificando a interdependência mútua desses processos de natureza oposta-complementar.

A interação entre o conhecimento tácito e explícito se dá através do processo de conversão. Entretanto, a caracterização desse novo profissional sugere a existência de um requisito que antecede o processo de conversão – a criação de parcerias ou alianças formais.


A construção de uma rede de relações viabiliza o compartilhamento com seus pares, ou seja, todos os agentes envolvidos no ambiente interno e externo (membros da organização, clientes, fornecedores e atenção às estratégias dos concorrentes).

De acordo com Ayan (1998:69) "uma das maneiras mais poderosas de explorar o potencial de outras pessoas é criar uma parceria ou aliança formal, com um ou mais indivíduos, para trabalhar em um empreendimento criativo específico".
Ao construir essa rede de relações, novos conhecimentos podem ser agregados aos já articulados devido à diversificação da base de conhecimento. Cultivando essas parcerias ou alianças formais, o novo profissional amplia o conceito de trocas voluntárias, contribuindo para a operacionalização do conceito de indivíduo como patrimônio ativo da organização baseada em conhecimento.

Extraído de CAPÍTULO 1. GESTÃO ESTRATÉGICA DO CONHECIMENTO. Lucinaldo dos Santos Rodrigues

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento T?cito coordenado por Sérgio Lins

Especialização segundo Sternberg

Tudo indica que conhecimento é uma condição necessária para a especialização; ninguém procura um médico, um advogado ou um psicanalista que não tenha conhecimentos sobre seus campos. Entretanto, especialização não é apenas possuir conhecimento, mas saber como aplicá-lo com flexibilidade. Esta aplicação depende de habilidades criativas e práticas.


  • Médicos analisam relatórios e sintomas para diagnosticar doenças;

  • Músicos analisam partituras para determinar exigências técnicas;

  • Advogados desenvolvem estratégias criativas para libertar seus clientes de armadilhas legais;

  • Cientistas criam novas teorias e experimentos para caracterizar o desconhecido.

  • Médicos precisam de habilidades para abordar o paciente, confortá-lo e convencê-lo a confiar no tratamento;

  • Advogados precisam convencer seus clientes a dizer-lhes a verdade para que eles possam representá-los adequadamente.

  • Cientistas precisam convencer o público cético, cientifico ou sociedade em geral, que suas idéias não são meros devaneios mentais e ficção, mas reapresentações de fatos científicos.

  • Músicos e artistas precisam conquistar a audiência de modo a conseguir mais atenção sobre sua performance.

Especialização pode ser vista como um atributo não apenas de uma pessoa, mas do modo como a pessoa é percebida por outras pessoas – como uma interação entre pessoas e um situação em que se declara que a pessoa é um especialista. Sem a declaração a pessoa terá muita dificuldade de exercer sua especialização. Por exemplo, um indivíduo treinado em medicina não poderá praticá-la sem uma licença; indivíduos treinados em leis não podem exercer a advocacia sem um título formal. Um cientista pode se engajar em um projeto científico sem um titulo, mas terá dificuldades em obter trabalho acadêmico em uma universidade, ou fundos para pesquisa sem as devidas credenciais.

STERNBERG, R. J. Practical Intelligence in Everyday Life. New York: Cambridge University Press, 2000.


Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Idéias do Minsky

  1. Assim como caminhamos sem pensar, raciocinamos sem pensar! Não sabemos como nossos músculos nos fazem andar - também não sabemos grande coisa a respeito das agências que realizam nosso trabalho mental.

  2. Quando você tem um problema difícil para resolver, pensa sobre ele por algum tempo. Em seguida, sabe-se lá, a resposta parece surgir de estalo e você diz: "Ah! Já sei, Farei isto e aquilo".

  3. No entanto, se alguém lhe perguntasse como encontrou a solução, dificilmente seria capaz de dizer mais coisas do que as que se seguem: "De repente me dei conta...", "Sei lá, tive esta idéia...", "Passou-me pela cabeça..."

  4. Se pudéssemos realmente perceber o trabalho de nossas mentes, não agiríamos com tanta freqüência segundo motivos que nem suspeitamos. Não contaríamos com tão variadas e conflitantes teorias para a psicologia.

  5. E quando nos perguntam como alguém consegue suas boas idéias, não nos veríamos reduzidos a metáforas sobre "ruminar", "digerir", "conceber" e "dar origem" a conceitos como se nossos pensamentos estivessem em qualquer outro lugar exceto na cabeça.

  6. Se pudéssemos ver dentro de nossas mentes, teríamos, sem dúvida, coisas mais úteis para dizer.

Página 63 de MINSKY, Marvin. The Society of the Mind.
New York: Simon Schuster, 1985.

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Processo de Mudança Sustentável

Quando aumentou o interesse de todos em compartilhar conhecimentos e respeitar as realidades alheias, ficou mais fácil trabalhar em equipe, pois todos se empenhavam na realização de um propósito comum. Surgiu então uma grande dúvida: “será que o processo de mudança vai se sustentar?”. Em outras palavras será que a aprendizagem ao longo da mudança irá facilitar futuras transformações?

Pode-se dizer que mudar arquitetura, inovar processos e alinhar micro-culturas, compõem parte das preocupações de uma Organização Aprendiz. Para aprender, constroem-se cenários e, por meio de simulações, conduzem-se experimentos ao mesmo tempo em que usa práticas de Gestão do Conhecimento(GC) para acumular experiência.
A GC pode evitar repetição de erros cometidos e estimular a inovação de processos, superando expectativas dos parceiros de negócios, de uma forma contínua, progressiva e sustentável. Para tudo isso, há que se repensar o conceito de aprendizado, pois a cada dia precisa-se ‘aprender a aprender’, de maneira individual e coletiva, coisas práticas de forma mais rápida e com mais profundidade. Isto pode implicar no desapego de fórmulas de sucesso e uma busca por mais liberdade para criar e inovar, harmonizando a prática com a teoria.

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Systems Intelligence

Systems Intelligence is an effort to combine human sensitivities with engineering thinking that approaches matters with the idea of making things work. Systems Intelligence is multidisciplinary, applicative and philosophical in its orientation. It involves thinking-in-action, tacit, unspoken elements, situational awareness and touch for complex wholes around us. Its emphasis is on interactive participation in systems with feedback and subtle interrelations. It is a form of holistic and instinctual thinking that we believe is vital, indeed fundamental to human nature. Systems Intelligence is a survival asset we have as a species.

By Systems Intelligence we mean intelligent behaviour in the context of complex systems involving interaction and feedback. A subject acting with Systems Intelligence engages successfully and productively with the holistic feedback mechanisms of her environment. She perceives herself as part of a whole, the influence of the whole upon herself as well as her own influence upon the whole. By observing her own interdependence in the feedback intensive environment, she is able to act intelligently.

Systems Intelligence
Discovering a hidden competence in human action and organizational life
Raimo P. Hämäläinen and Esa Saarinen, editors
Helsinki University of Technology
Systems Analysis Laboratory Research Reports
A88, October 2004

Sugestãoo de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

Tipologia do Conhecimento

2.2.2 Tipos ou Níveis de conhecimento
Tomando como base a literatura de autores mais recentes, como Barros e Lehfeld; Cervo e Bervian; Lakatos e Marconi; Nonaka e Takeuchi e Quinn, o conhecimento pode ser dividido em cinco níveis distintos, a saber:

  • conhecimento empírico,
  • conhecimento científico,
  • conhecimento artístico,
  • conhecimento filosófico e teológico.

As outras divisões podem, até certo ponto, serem consideradas como variações ou subdivisões desses cinco níveis.

MAURÍCIO GARIBA JÚNIOR
UM MODELO DE AVALIAÇÃO DE CURSOS SUPERIORES DE
TECNOLOGIA BASEADO NA FERRAMENTA BENCHMARKING
TESE DE DOUTORADO
Florianópolis, 2005

Sugestão de participante do Workshop Conhecimento Tácito coordenado por Sérgio Lins

A explicitação de CT é um esforço interdependente

Enquanto vai surgindo a percepção de que os esforços isolados já não são compensadores, aprende-se a dar os primeiros passos em conjunto, levando em conta as exigências e os benefícios com relação às parcerias tanto internas quanto externas.

O que se consegue assim é algo que pertence a todos e não pode ser obtido operando separadamente e muito menos ainda por qualquer parceiro isoladamente.
Quando se obtêm os primeiros benefícios da interdependência, começa-se a valorizar de forma equilibrada a semelhança e a diversidade complementar.